Brasileiro, paulistano, graduado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e pós-graduado em arte contemporânea e docência no ensino superior pela Universidade Camilo Castelo Branco.
Participou de exposições no Brasil e no exterior. Entre outros é autor do livro "O que é Graffiti" da coleção "Primeiros Passos" da editora Brasiliense; assina um capítulo no livro O Graffiti na cidade de São Paulo e sua vertente no Brasil; "Estéticas e estilos" editado pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e o artigo, Grafiteiros grafitistas rumo a virada do milênio inserido na Revista do Patrimônio Histórico — Ano III da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Em 2024 lançou o livro de arte Celso Gitahy - "UMA TIMELINE" pela editora Afluente e apresentou a exposição "Extractum", premiada pelo edital PROAC de artes visuais no Centro Cultural de São Paulo.

How did your journey into the art world begin?
Desce criança demonstrei certa intimidade e apreço não somente em produzir imagens, desenhos, pinturas, colagens, como em apreciar observar cuidadosamente as cenas do dia a dia. Gostava muito de observar as formigas, insetos em geral, os carros nas ruas e principalmente as pessoas.
Aos quatro anos minha mãe relatava que eu já fazia uso de perspectiva em meus desenhos, assim como usava com propriedade as combinações de cores nas pinturas. Quando adolescente, mergulhei no universo "punk" passando a rabiscar com canetas "Piloto" frases e desenhos alusivos ao movimento e suas bases ideológicas de contracultura, que foi praticamente o início de minhas experiências expressivas através da arte nas ruas.
A partir da época universitária, estudando artes plásticas no Centro universitário Belas Artes de São Paulo, onde conheci muitos artistas e professores interessantes, iniciei definitivamente minha carreira profissional de artista visual, seguindo na mesma profissão até agora, tanto participando de mostras institucionais como ainda utilizando o espaço público como suporte.

What themes do you prefer to explore in your works?
Como venho do universo "punk" mantive sempre acesa a chama do questionamento crítico e irônico através de imagens figurativas, criando metáforas visuais com as mesmas.
What is your creative process like?
Tudo que vejo de certa forma acaba sendo transformado em meu subconsciente e devolvido em algum tipo de imagem. Após trinta anos produzindo imagens figurativas cheguei em 2022 a série de pinturas abstratas que chamei "Extractum" justamente por reutilizar fragmentos dos estênceis (moldes vazados) das fases anteriores, para construir essas abstrações extraídas dos antigos desenhos figurativos. Costumo acordar de manhã e passar o dia produzindo no ateliê e ao final do período, fotografar toda a produção e observar atentamente no computador durante parte da noite, para no dia seguinte executar possíveis ajustes que julguei serem necessários nas obras, até chegar a conclusão e assinar.

What materials and techniques do you use most often?
Sempre tive forte ligação com a tinta em spray, por sua praticidade, velocidade na aplicação e resultado pictórico, matrizes de estêncil que dediquei muitos anos produzindo e materiais encontrados no dia a dia como embalagens, papelão, ferro, placas de sinalização, madeira e papeis, em geral.

What advice would you offer to artists just starting out?
Antes de mais nada, estimular em si o prazer em "ver" entender profundamente o sentido da palavra "Fruir" produzir bastante, buscar incansavelmente o autoconhecimento. Entender seu próprio universo iconográfico até chegar a originalidade de um estilo que o mantenha animado a continuar sem desviar de seus próprios princípios.
Have you participated in any notable exhibitions that you would like to share?
Teve uma que definitivamente marcou minha carreira: "Pet Machine" que, na verdade, foram duas, a primeira em janeiro de 2009 na Austrália, em Melbourne, onde a proposta foi permanecer durante três meses no local produzindo até a abertura. Todas as obras foram realizadas em materiais domésticos que fui pegando pelas ruas de bairros periféricos da cidade, como computadores, máquina de lavar roupas, mesas, portas de geladeira, entre outros, que foram se transformando em obras de arte após serem levados ao estúdio, cedido na ocasião por um artista local. Depois, em novembro do mesmo ano, apresentei a mesma exposição em São Paulo, com algumas adaptações e reposições de obras, na Galeria Monica Filgueiras de Arte, que a recebeu em seu espaço, marcando minha trajetória sendo a primeira individual no Brasil em uma galeria de arte contemporânea de porte.



